A Síndrome de Boreout é um distúrbio psicológico que se caracteriza por um estado crônico de tédio e desinteresse no trabalho, onde o trabalhador perde o ânimo, se vê desmotivado e sem estímulo para realizar suas funções.
Trata-se de um distúrbio psicológico causado por uma série de fatores ligados às funções laborais, como desânimo, cansaço mental, falta de estímulo e está normalmente relacionado à falta de desafios no ambiente de trabalho, que pode gerar sofrimento psicológico significativo.
Diferente do burnout (que acontece geralmente quando o trabalhador é exposto a cargas excessivas de estresse e tensão emocional), o boreout surge da subutilização das capacidades do trabalhador.
Características:
Tédio constante no ambiente de trabalho.
Sensação de inutilidade ou de que o trabalho não tem propósito.
Falta de engajamento com as atividades.
Sentimento de estagnação ou ausência de crescimento.
Dificuldade de concentração por desinteresse.
Sintomas:
- Cansaço físico e mental mesmo com baixa carga de trabalho.
- Tristeza ou apatia durante ou após o expediente.
- Ansiedade ou irritabilidade relacionada ao trabalho.
- Perda de motivação e dificuldade para se concentrar.
- Dores de cabeça, insônia ou outros sintomas psicossomáticos, como dores musculares.
- Sentimentos de fracasso e incompetência.
- Procrastinação ou comportamento de “passar o tempo” com tarefas irrelevantes.
- Alterações no apetite, nos batimentos cardíacos e de pressão arterial.
- Problemas gastrointestinais.
- Mudanças de humor, sem causa aparente.
Possíveis causas:
- Subcarga de trabalho crônica (poucas ou nenhuma tarefa significativa).
- Atividades repetitivas, mecânicas ou sem propósito percebido.
- Falta de reconhecimento ou feedback.
- Incompatibilidade entre as habilidades do profissional e o cargo ocupado.
- Ambiente organizacional engessado, sem espaço para inovação ou criatividade.
Tratamentos:
1. Psicoterapia:
Ajuda na identificação dos efeitos emocionais do boreout.
Trabalha estratégias para ressignificar a vivência profissional.
Pode incluir práticas da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) ou Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).
2. Mudanças organizacionais ou de carreira:
Redesign de funções, novos projetos ou busca por realocação interna.
Em casos, considerar uma transição de carreira pode ser saudável.
3. Desenvolvimento pessoal e profissional:
Buscar novos aprendizados, cursos ou atividades desafiadoras fora do trabalho.
Explorar interesses que possam trazer realização.
4. Mindfulness e estratégias de enfrentamento:
Técnicas de atenção plena podem ajudar a lidar com o tédio e aumentar a clareza sobre o que precisa ser mudado.

